terça-feira, 6 de abril de 2010

Reminiscência NL 3

No fim da noite acabei por ir com elas “verificar” o facto. E que melhor sitio para o fazer? No banco da frente do Citroen 2CV em que elas, miraculosamente, tinham feito a viagem.

Quem me conhece, sabe que estar num 2CV comigo mais uma pessoa, é sempre uma experiência de grande proximidade.

A única maneira de aquilo não parecer o “metro” na hora de ponta era eu ficar ao meio com os braços por cima do banco. Elas iam fumando e davam-me à boca… Há vidas piores…

O carro começou a parecer menos claustrofóbico, por um lado, porque de cada vez que aquela “coisa” passava de uma para a outra parava no meio, e por outro, pela proximidade entretanto gerada.

Beijei Daisy, ou melhor, ela beijou-me como se me quisesse fazer uma massagem nas amígdalas. Senti tensão em Inga enquanto aquilo acontecia, à medida que passeava com a mão na minha barriga. Quando me virei para ela, esta a olhar para mim, a una dez centímetros da minha cara.

Foi um beijo completamente diferente: Mais calmo, mais doce… a saborear, enquanto as mãos de ambas passeavam pelas minhas pernas… e não só. O beijo acabou mas a massagem continuou. Daisy meteu-me a mão dentro das calças, tentou baixar-se mas, simplesmente, não conseguia. A mão de Inga tremia enquanto percorria aquele alto formado pela mão da irmã e pela minha tesão.

De repente, saiu do carro e entrou na tenda fechando-a. Fiquei a olhar para Daisy, sem perceber o que se passava.

- Vai ter com ela. Não é isso que te apetece?

Notei na sua voz um misto de desafio e irritação, mas não conseguia decidir (porcaria de timidez).

- Estás à espera de quê?

Saí do carro, pouco decidido, dei a volta e quando ia a passar por ela disse:

- Carefull, shes a virgin…

Foda-se…

Cheguei-me à entrada da tenda, com o “zipper” corrido e chamei-a baixinho… Nada. Eu não estava decidido a entrar sem ser convidado.

Nunca tive grande propensão para virgens nem elas para mim. Tirando a minha primeira vez, com alguém também em primeira viagem (Um dia conto. Prometo), duas amigas minhas a quem fiz a “iniciação”(uma elas era mais do que isso), e uma outra já mais velha do que eu, aparentemente com um “problema” para resolver, normalmente quem vinha comigo sabia ao que vinha.

Mais que não seja, porque, com vinte e quatro anos, sentimos que já sabemos tudo e jogamos noutro campeonato… (coitados)

Chamei-a novamente, mas não obtive resposta…

Daisy juntou-se a mim.

sábado, 3 de abril de 2010

Reminiscência NL 2



Tive na vida dois amigos quarenta anos mais velhos do que eu mas mais ou menos com a minha idade, ambos importantes na minha formação como gente. Um deles foi o meu Pai, um dia falo dele. Outro foi um holandês, de seu nome “Phillip Peters” (nome verdadeiro) que conheci na “Aldeia”. Phillip tinha dezoito anos quando a guerra acabou, numa Holanda destruída pela guerra. Arranjou emprego a bordo de um dos muitos navios de mercadorias que a seguir à guerra traziam para a Europa tudo o que ela precisava para sobreviver, foi jornalista, fez parte da fundação do Partido Verde Holandês, repórter no Vietnam… enfim, uma vidinha monótona. Um dia, com sessenta e cinco anos, deputado na Holanda, sentiu saudades de viver. Reformou-se, divorciou-se e veio para cá com uma amiga da filha de vinte e cinco a quem dava aulas de bilhar.

Nesse dia, estávamos a tomar o pequeno almoço, à hora de almoço das “pessoas” , como de costume e ele dizia-me: “Não tenhas ilusões. Tu não escolhes uma holandesa. Ela escolhe-te a ti”. Visto à distância chego à conclusão de que isso não se passa só com as holandesas, mas, quando se tem vinte e quatro temos a mania que temos o comando na mão. A vida iria encarregar-se de me dar essa lição. Ele só fez a introdução.

Já estava na praia quando elas chegaram. Daisy apresentou-me a irmã, de quem eu já tinha ouvido falar na noite anterior. Era uma coisinha daquelas que temos medo de partir se não “mexermos” com cuidado. Foi uma tarde como as outras. O ligeiro “pouco à vontade” foi-se desvanecendo entre o mar, as brincadeiras um bocadinho sacanas de Daisy e massagens com creme algo… enfim…

Podia dizer que teria sido uma tarde na praia como qualquer outra se a certa altura Inga, que estava virada para o Sol, com a cabeça apoiada nas minhas costas, não se tivesse virado, deitando a cara e abraçando-me ao nível da cintura. Ainda bem que eu estava de rabinho para cima, senão tinha sido lindo…

Depois de uma banhoca encontramo-nos para jantar noutro sítio mas acabámos a noite no do costume. Durante o jantar foi-me revelado que elas tinham na tenda daquelas merdas que fazem rir e que em Amesterdão se vende em saquinhos nas lojas e se pode escolher como se fosse chá.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Reminiscência NL


A vida tem destas coisas. Hoje cheguei a casa perto das 5.00 AM, vim ao computador para ver se havia correio e apeteceu-me escrever. Tentei lembrar-me de algo especial. Tenho algum cuidado com isso na medida em que acho que devo partilhar fundamentalmente as situações interessantes. As curriqueiras são isso mesmo. Perigosamente entediantes, principalmente para quem não as viveu.

Escrevi um texto que não passou no controle de qualidade. Entretanto vi um “email” de alguém que veio aqui pela primeira vez, a convite meu, e lembrei-me de algo para partilhar.

Verão de 1988, sitio do costume (aos poucos percebe-se porque é que eu adoro o sitio. Está lá guardada uma parte de mim).

Depois de uma noite a tocar guitarra e a beber copos no restaurante do costume que na altura, a partir de uma certa hora, se travestia de bar com música ao vivo se alguém quisesse tocar (é verdade, o "Lagartinho" tem uma costela de trovador), dirigi-me ao Camping acompanhado de Inga e Daisy, duas holandesas que conhecera nessa semana.

Daisy era a mais velha. Teria mais ou menos a minha idade. Dois dias antes, ia eu a entrar no restaurante de guitarra na mão, ela estava à porta e disse-me:

- “Will you play for me”?

Eu sorri concordando. Quando comecei a tocar veio sentar-se à minha frente e aí ficou pela noite fora. Acabámos “enrolados” nas arribas, sobre o mar, até ao nascer do Sol. Foi giro mas não é o tema deste post. É uma das tais situações de que eu falava ao princípio.

Inga foi-me apresentada na praia no dia seguinte. Não sendo linda era muito interessante. Tinha umas linhas óptimas embora discretas, era ruiva , sardenta, e tinha um olhar meigo. Soube depois que tinha apenas 16 aninhos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reflexões...

Já ando por aqui nesta aldeia há dois, três anos... ou mais...

Conheci uma ou duas pessoas... ou mais...

Por vezes ponho-me a pensar a que propósito é que alguém, atrás de um teclado, totalmente desconhecido, nos dá uma tesão desgraçada.


Digo isto porque já me aconteceu uma ou duas vezes... ou mais...


Gosto de pensar que também já tive esse efeito...


Por vezes acontece que enquanto estavam atrás do teclado me davam muito mais tesão.


Acredito que também já tenha tido esse efeito...


Por vezes faço uma comparação com um anuncio publicitário que passava há uma data de anos:


"Se alguém desconhecido nos der uma tesão do caraças, isso é


Impulse"?
Opiniões serão bem vindas. Não se acanhem. Se preferirem, a conta de email está no perfil.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Reminiscência III



A tarde passou-se entre pequenas provocações de parte a parte e olhares de cumplicidade, imediatamente detectados pela minha ex – vou chamar-lhe Maria - . Ela tinha uma capacidade de apanhar as coisas no ar como eu raramente ví. Estimo-a e respeito-a como ela é, mas tenho saudades do que ela era. Talvez hoje não fosse a minha Ex... Adiante. A certa altura disse-me:

- Vocês estão muito animados, a manhã deve ter sido interessante…

Ela conhecia-me tão bem como eu a ela. Nenhum de nós era santo portanto não me dei ao trabalho de lhe deitar areia para os olhos.

Acabámos por voltar ao parque e começou a habitual divisão de tarefas. Eu fui acender o lume, Joana quis ficar a temperar a carne o que fez com que Marco e Maria fossem primeiro tomar banho. Mais tarde iríamos nós e eles fariam o que faltava. Era normalmente assim quando não íamos jantar a qualquer lado.

Ficámos concentrados nas nossas tarefas até que eles vieram e logo fomos informados de que no balneário dos homens já não havia água quente. Era normal, a partir de uma certa hora. Paciência, logo se vê…

Fizemos o caminho até aos balneários quase sem nos olharmos. Como era tarde e já não havia quase ninguém decidi ir ao balneário das senhoras. Não estava lá ninguém; Óptimo. Entrei numa cabine, despi-me e fui para debaixo do chuveiro. A certa altura bateram-me à porta. Pensei que fosse a empregada da limpeza que, tendo-me visto entrar vinha-me dar um raspanete… Já não era a primeira vez. Era Joana.

- Importas-te que tome banho aí? Não está ninguém e eu não gosto disto tão deserto…

Entrou e começou a despir-se. Eu pensei: - Já que vai dar bronca mais cedo ou mais tarde, que seja mais cedo. A “visita” dela também não era inocente.

- Já que cá estás, ensaboa-me as costas que eu depois faço-te o mesmo. Ela anuiu.

Começou a ensaboar-me com o mesmo espírito com que eu lhe tinha posto o creme na praia, mas menos subtil, tipo massagem. Escusado será descrever o efeito que isso teve em mim. Ela tinha uns seios volumosos que de vez em quando roçavam nas minhas costas e me punham doido. Quando me virei para ela, olhou para o meu sexo e sorriu. Tinha conseguido o efeito pretendido. Espalhei-lhe a espuma nas costas um bocadinho à pressa e não consegui evitar agarrá-la pelos seios. Encostei-me a ela e tive pela primeira vez a sensação do meu pénis encostado ao seu rabo. Dei o jeitinho certo e ele foi alojar-se no meio das pernas dela que já estava completamente encostada a mim. Ficámos a “ondular” durante uns segundos. Não sou um adepto fanático da “rapidinha” mas estava farto dos preliminares durante o dia todo. Pelos vistos ela também uma vez que se debruçou contra a parede espetando o rabo, deixando-se penetrar quase que de rompante. Soltou um gemido baixo mas profundo. Desejava aquilo tanto quanto eu.

Lembro-me como se fosse hoje do cabelo avermelhado e ondulado, a pele sardenta, as ancas gulosas entre as minhas mãos a bambolear ao meu ritmo à medida que a puxava para mim cada vez com mais força, com a água a cair-nos em cima. Ao contrário do que é habitual não me aguentei e vim-me rapidamente e sem esperar por ninguém, depositando nela de uma forma violenta, as “emoções” acumuladas ao longo do dia.

Quando os espasmos terminaram virou-se para mim, olhou-me nos olhos e beijou-me. Era a primeira vez que nos olhávamos desde que aquilo tinha começado e nunca nos tínhamos beijado. Foi um beijo quente, cheio de luxúria com as línguas à procura uma da outra, enquanto me empurrava na direcção da parede que me ficava atrás.

Chegados lá beijou-me o peito, ajoelhou-se, beijou-me o ventre e engoliu meigamente o soldado cansado da batalha mas ainda em sentido embora já a custo.

Ainda hoje acho que há poucos soldados que a boca de uma mulher motivada não consiga moralizar para nova batalha. Ao fim de poucos minutos daquela mamada maravilhosa parecia que tinha acabado de chegar.

Puxei-a para cima, encostei-a á parede, levantei-lhe uma perna que depositei no meu ombro e tornei a penetrá-la agora olhos nos olhos. O Olhar dela espelhava a tesão que a invadia e ao fim de pouco tempo viemo-nos em simultâneo.

Naquele momento, o silêncio que nunca tinha deixado de reinar naquela cabine de duche de parque de campismo invadiu-me por completo. Só se ouvia a água a cair no chão, levando pelo ralo as provas do sucedido. Não trocámos uma palavra e mal nos olhámos até chegarmos ao pé dos outros. Alguém disse:

- Porra pá! Quase meia-hora para tomar banho…

terça-feira, 9 de março de 2010

Dia da Mulher com um atraso bem à homem...

Às vezes não resisto...

Um bom aluno ....



Aconteceu na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe (Ilha de S.
Miguel - Açores/Portugal), desconhecendo-se qual a nota atribuída ao
referido aluno.

A professora pediu aos alunos para fazerem uma composição sobre a escola.

Um deles escreveu:




'A minha escola é pequena, mas muito bem arranjada. A minha escola é como se fosse um jardim. Nós os alunos, somos as flores e a senhora professora é como se fosse um monte de estrume que nos faz crescer belos e fortes.'