sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tive dificuldades em acreditar nesta merda...


Tenho andado bastante em paz com o mundo, tanta que nem me tem dado para vir aqui (perdoem-me os que de alguma forma perdem tempo a ler o que escrevo), mas hoje, li uma coisa que, no mínimo me merece um comentário mais elaborado.

Na crónica do link em epigrafe, A Dna. Margarida Rebelo Pinto, esse génio da nossa literatura de cordel, esqueceu-se de alguns pequenos pormenores. A saber:

Há coisas muito mais interessantes numa mulher que um corpinho 86/60/86. Diga-se o que se disser, o nosso orgão sexual determinante está entre as orelhas.

Não há coisa mais desinteressante que alguém que se acha tão boa que o facto de estar a jeito já é uma benção.

Costumo dizer, e acho que até já escrevi, que algumas das minhas piores fodas foram dadas com as gajas mais boazonas que me passaram pela mão e o contrário também é verdade.

As gordinhas e todas as menos bafejadas por uma aparência visualmente apelativa têm uma caracteristica importantissima: Estão focadas em agradar a quem está com elas e isso é o que de melhor se pode encontrar numa relação, seja ela sexual ou de outro tipo qualquer.

Quem não tem noção desta realidade tem um problema para resolver. Claro que para alguém que se acha girissima (Francamente não acho que seja o caso da referida cronista), este ponto de vista é incómodo e significa uma mudança de paradigma complicada. Afinal tudo é prego para quem se acha bom com o martelo.

Costumo dizer que as pessoas me entram pela cabeça. Dificilmente isso acontece com certo tipo de pessoas por muito "maravilhosas" que sejam. Normalmente, acabam por ter pouco "sumo"... É óbvio que há sempre excepções à esquerda e à direita. Conheci mulheres lindas e interessantes, bem como outras que não têm nada de jeito, tanto por fora como por dentro.

De qualquer forma quero dizer que a referida crónica revela uma pobreza de espirito atroz. Nada mais...

Por mim, não me agrada acordar a meio da noite e ter a sensação de que me caiu o cruxifixo em cima...

7 comentários:

Marie disse...

https://www.facebook.com/marie.rrodrigues/posts/470890976269052?ref=notif&notif_t=share_comment ... aqui está o meu comentário a esta coisa!!! beijinhos para ti

Rakel disse...

acho que não entendeste bem o real alcance da escrita dessa desarvorada mental... ela como não é gordinha se colocou na elite das boazonas... coisas que a gente só pode dizer: presunção e água benta...

bjoca pra ti Lagarto...

Morais disse...

Simples informação essa presunçosa remeteu a colher.O Esplendor da Carne

27 Agosto 10 10:00

DEPOIS de alguns dias a passear pelo Algarve, descobri um lugar maravilhoso e constatei uma realidade incontornável. O lugar é a ilha da Barreta, ao largo de Olhão, inserida na bela Ria Formosa que muito jus faz a seu nome, com um areal a perder de vista e poucos veraneantes. A realidade incontornável, a poucos quilómetros dali, numa praia bem mais populosa, é que as portuguesas são em geral muito gordas.

A ver se me explico: elas não são cheiinhas, anafadas, bem nutridas, com uns quilos a mais. Nada disso, elas são mesmo muito gordas. E felizes com a sua gordura, porque é sem qualquer pudor que expõem os imensos peitos ao Sol e se munem de microscópicos biquinis que têm à frente o tamanho de uma folha de parra mirrada e atrás um triângulo, que não está ali para tapar carnes, mas sim para as exibir, com todo o esplendor. Ora estas senhoras que caminham lentamente para a água, não raro com um rebento nu pendurado por um braço, parecem não se importar com a sua gordura, até porque os cônjuges que as acompanham também não lhes ficam atrás, exibindo panças gigantescas, por vezes maiores do que barrigas de aluguer de trigémeos na quadragésima oitava semana.

OQUE se passa com este país? Porque é que há tanta gente anormalmente gorda? Não acredito que todos tenham distúrbios hormonais – e recordo uma personagem mítica do clássico Crónica de uma Morte Anunciada, Maria Alejandrina Cervantes, a facilitadora de serviços sexuais da aldeia, para quem comer sem medida sempre foi o seu único modo de chorar. Maria Alejandrina comia costeletas de vitela, lombo de porco e galinha ao pequeno-almoço, tudo isto acompanhado de banana e legumes, à turca, deitada em cima da cama, lânguida e sempre pronta para amar. «Senti o cheiro perigoso do animal do amor atrás de mim e senti que me afundava nas delícias das areias movediças da sua ternura» – escreve o autor, fazendo-me pensar que os gordos possuem encantos sexuais que desconheço.

O que é certo é que as senhoras gordas que vejo na praia me parecem mais sorridentes e felizes do que as poucas magras que por ali se estendem ao Sol e que exibem curvas mais suaves e harmoniosas com muito menos garbo. Talvez o ditado que reza «gordura é formosura» – ao qual eu sempre respondo com «magreza é beleza» – vença no território nacional.

COMER não é só uma necessidade: com a idade transforma-se em prazer, em vício, em obsessão. Conheci uma família de gordos que passava as refeições a relatar outros almoços e jantares de carácter histórico pelas inesquecíveis iguarias que deglutiram. Era uma família feliz, com excepção de um elemento – a minha amiga, da mesma idade que eu, desgraçadamente magra, como eu, e como tal, dada a tristezas e nostalgias.

Ser gordo não será um defeito, nem certamente um pecado – embora a gula faça parte da lista negra dos sete – e terá, admito reconhecer, encantos escondidos que não consigo alcançar. Deusas e mulheres da Antiguidade retratadas em estátuas e frescos tinham sempre o seu quê de carnes e do Renascimento a Botero a gordura impera. Será que ao transmitirem segurança, conforto, capacidade de procriação e sentido de protecção, por isso mesmo se tornam sexualmente atraentes, ganhando encantos próprios que arrumam as magras a um canto?

I wonder, I wonder.

por MargaridaRebeloPinto

DoiSaboresELA disse...

é tudo inveja! Já desisti de ler o que essa senhora escreve há muito tempo....
Bjos lagartinho

Marrie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marrie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rei Lagarto III disse...

Shame on me...
Estás bem, minha querida? (se estás boa, nem pergunto... ;) )