quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O melhor motor do mundo

Em 1912, o mundialmente famoso ginecologista austríaco, Dr. Hermann Otto Kloepneckler, Médico Cientista, publicou o seguinte:

"O melhor motor do mundo é a vagina. Ele pode ser ligado com um dedo. É auto-lubrificante. Aceita pistões de qualquer tamanho, e muda o seu próprio óleo a cada quatro semanas. Só é pena que o seu sistema de gestão tenha um temperamento tão fodido."

Malta terrivel

Em plena época natalícia, uma loira cheia de predicados pensava em atirar-se da ponte 25 de Abril, quando subitamente surge um marinheiro:

- "Eh, pá, miúda, não faças isso!"

- "Sim! Vou atirar-me! A minha vida é uma desgraça!"

- "Não faças isso! Olha, o meu navio está de partida para o Brasil. Porque é que não vens comigo e pensas melhor durante a travessia? Chegando lá, se ainda te quiseres matar, pelo menos ficaste a conhecer o Brasil."
A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para o porão do barco, onde viajaria clandestinamente.
Durante duas semanas, o marinheiro visitava a loira à noite, levava-lhe comida e água e dava-lhe uma queca. Todos os dias, comida, água e pimba.
Um dia, o Comandante fez uma inspecção ao porão do navio e descobriu a loira. Ela não teve outra alternativa senão contar-lhe a verdade:

-"Sabe, Sr. Comandante, eu estou aqui a viajar para o Brasil, porque um marinheiro me salvou da morte. Todas as noites ele traz comida e água e, como agradecimento, eu deixo-lhe dar-me uma queca. Fizemos este acordo até chegarmos ao Brasil. Ainda falta muito para lá chegar?"

- "Não sei, menina. Mas enquanto eu for Comandante deste navio, ele só faz a travessia Cacilhas - Terreiro do Paço e volta!!!"
Um casal de namorados estava no maior marmelanço no sofá da casa da garota e de repente ouvem a mãe dela gritar :


- Olh'ó lanchiiiinho !!!

O rapaz, depois do susto, vai até a cozinha com a namorada e prova os pastelinhos que a mãe da garota fez.

- Huuummmm !!! Uma delícia, estes pastelinhos de bacalhau que a senhora fez !!!

E a futura sogra responde :

- Vai lavar as mãos rapaz ! Os pastelinhos são de coco !!!
 
 
É impressão minha ou as telefonistas do Facebook andam passadas? Já recebi não sei quantas mensagens de boas festas de todo o lado. Aqui fica um agradecimento público e um para vocês também.
 
Para os canastrões que aqui vêem mas nem isso deixam... Para vocês também que eu este ano estou bem disposto.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Existem vários tipos de merdas na nossa vida:


As merdas institucionais são aquelas que nos acompanham, nos atrofiam um bocado, mas com as quais nos habituamos a lidar.

As merdas eventuais são aquelas com que a vida, de vez em quando nos resolve presentear. Com essas vamos lidando como podemos. Umas vezes conseguimos evitá-las (não é a minha especialidade), mas a maior parte das vezes lidamos com elas o melhor que podemos e seguimos em frente.

Temos por último as merdas ciclicas. Essas vêm periodicamente para nos dar cabo da pachorra. Depois passam com a certeza de que para o ano há mais. Podia dar o exemplo do I.R.S., ou do Imposto Municipal sobre Imóveis mas estou hoje a referir-me à maravilhosa quadra natalícia que se avizinha.

Todos os anos por esta altura parece que nos começamos a preocupar com a fome no mundo, a guerra, os pobrezinhos, a consoada dos sem-abrigo (Isso é realmente importante. Como vão jantar no dia seguinte já não interessa nada), e fundamentalmente com os que nos rodeiam.

De repente somos todos muitos bonzinhos, sentimo-nos na obrigação de dar presentes a quem não nos diz nada, desejamos um Feliz Natal (com muitas prendas), e um Ano Novo próspero (Para o ano é que é. Onde é que eu já li isto?) a gente para quem na realidade nos estamos marimbando.

Claro que estamos a festejar algo em que muito poucos acreditam e outros dão como provado que é uma das maiores tretas que se contam às criancinhas. Mas isso não interessa nada. A Igreja faz aquilo para que foi criada e a Associação de Comerciantes agradece.

Irrita-me a hipocrisia vigente na quadra em questão. Claro que há pessoas que nos desejam e a quem nós desejamos sinceramente tudo de bom, mais isso desejamos sempre. Não há uma época especifica do ano em que parece que abriu a caça aos votos de felicidades.

De qualquer modo, aqui fica o meu desejo de um Bom dia 25, 26, 27.... áqueles cuja felicidade é, para mim, importante. Quanto aos outros, desejo que tenham muita gente para quem eles são importantes e que recebam votos sinceros de felicidade, de preferência 365 dias por ano.

Fiquem bem

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mandaram-me isto um dia destes...


27 de Maio de 2005
Será montagem?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Prendinha de Natal...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dúvidas que me assaltam a mente...

Qual é a diferença entre uma puta armada em "tia" e uma "tia" armada em puta?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A idade faz destas coisas...

Ando um bocadinho distraído. Na verdade tinha dois mimos em vez de um. Deve ser por causa do Natal.

O facto de vir do mesmo sitio expressa a multiplicidade de opiniões que têm a meu respeito? Provavelmente.
É a última vez que vou avisar quando houver novidades no quarto ao lado.

Mais um mimo...

É verdade. De vez em quando, alguém se vai lembrando deste cantinho...

Desta vez foi daqui.

Não é minha "politica" reatribui-los na medida em que seriam sempre demasiados.

Fica o agradecimento sincero.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Há novidades da Fá.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Há quase dois anos...

Tive uma surpresa.

Não foi uma surpresa agradável. Algo me andava a foder de uma forma diferente do habitual. Escrevi sobre isso aqui. Foi uma altura de, entre outras coisas, perceber de que era feito, quem eram os meus amigos, quem estava comigo para o que aí viesse...

Quase dois anos depois: Conheço-me um pouco mais, conheço os meus amigos... Conheço quem está comigo. Apenas os filhos da puta parecem ter ido embora.

Fiz ontem Uma "Cistoescopia". Para quem não sabe consistem em enfiarem-nos uma camera pelo coiso abaixo. Estava na sala de espera antes da "cerimónia" a folhear uma daquelas revistas de sala de espera e a pensar: "Há aqui famosos que apareceram menos vezes na televisão que o meu pau. Pelo menos naquela televisão ali de dentro. Agora a sério, a coisa não é bonita nem agradável, mas já é a segunda em que os filhos da puta não aparecem. Apeteceu-me vir aqui partilhar isto.

Para quem achava que eu ia escrever menos neste espaço, um esclarecimento:

As crónicas da Fá cresceram e estavam a ocupar demasiado espaço por aqui, a merecerem um espaço próprio, não mais do que isso.

Fiquem bem

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aviso à navegação

A pedido de "várias familias" e porque acho que está na altura, as "Crónicas da Fá" vão passar a ser publicadas em espaço próprio. O "link" encontra-se em cima, à direita.

Até já...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Conceito de LOOP

Quando interroguei os “responsáveis informáticos” que trabalham na mesma “empresa” que eu, para a resolução de um problema que, com os parcos conhecimentos de informática que possuo, não consegui resolver, o “conhecedor privilegiado” que me atendeu respondeu-me que era devido a um LOOP…

Pensei que o gajo estava a tentar praxar-me e não ia esperar pela demora, no entanto, “rapaz” curioso que sou, fui tentar descobrir o conceito de LOOP, afinal tinha de lhe responder à letra!!!

Loop é uma palavra inglesa, que originalmente significa “aro”, “anel” ou “sequência”, e que no contexto da língua portuguesa é usada com este último significado. (Wikipédia)

Merda para a Wikipédia (Que bonito … versejei….)

Mas não me dei por vencido, depois de buscas incessantes e de conversas com gajos que dizem perceber desta treta dos computadores, cheguei a uma conclusão tão clara que a partilho convosco, nos moldes de lesson learned para que possam mandar bugiar os expert .

Trata-se de uma terminologia usada pelos maníacos da informática, para tentar explicar o que não tem explicação, isto é, uma confusão criada e que, para a qual, não se possui uma justificação concreta para solução do problema...

Espero que estejam a acompanhar…

Vou tentar explicar por outras palavras… através de um exemplo que poderia acontecer a qualquer a “qualquer pessoa”.

Diz-se que um programa informático "entrou em loop" quando acontece a seguinte situação:

O director chama sua secretária e diz:

- Tânia Vanessa, tenho um seminário na Argentina com a duração de uma semana e quero que me acompanhe. Por favor, faça os preparativos da viagem...

A secretária liga para seu marido:

- Estou? Tó Mané? É para te avisar que vou viajar para o estrangeiro, com o senhor director, demoro uma semana. Porta-te bem na minha ausência!

O marido liga para a sua amante:

- Gargan Tafunda, meu amor. A bruxa vai viajar para fora, por uma semana, vamos passar esta semana juntos, ganda maluca...

No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas particulares:

- Tenrinho, estou com muito trabalho esta semana e não te vou poder dar aulas....

A criança liga para seu avô:

- Avô, esta semana não tenho aulas, a minha professora está muito ocupada. Posso ficar contigo?

O avô (que é o director desta história) chama imediatamente a secretária:

Tânia Vanessa… rápido - suspenda a viagem, vou passar a semana com meu netinho que não vejo há um ano, por isso não vou participar no seminário. Cancele a viagem e o hotel.

A secretária liga para seu marido:

- Olá amorzinho! O mariola do director mudou de ideias e acabou de cancelar a viagem.

O marido liga para sua amante:

- Gargan Tafunda, desculpa! Não podemos passar a semana juntinhos! A viagem da desgraçada da minha mulher foi cancelada.

A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:

- Tenrinho, mudei os planos: esta semana teremos aulas como de costume.

A criança liga para o avô:

- Avô! A velha da minha professora disse-me que irei ter aulas. Desculpe mas não poderemos ficar juntos esta semana.

O avô liga para a secretária:

- Tânia Vanessa , o meu neto acabou de me ligar a dizer que não vai poder ficar comigo essa semana, porque tem aulas. Portanto dê prosseguimento à viagem para o Seminário.

Deu para perceber, o conceito de LOOP … ?????

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Crónicas da "Fá" #13

Um turbilhão de pensamentos e sensações percorria-lhe a mente impedindo-a de pensar claro.
Conseguia ver o olhar inquisidor fixo no seu, sentia a mão tomar conta de tudo enquanto um dedo explorava.
A pedido dele viera sem cuecas e agora via-se dominada pela mão daquele estranho que lhe ordenava que abrisse a mente para além das pernas.
- Que estás a fazer?
- A enfiar-te o dedo na cona. Se quiseres tiro…
- …
- Quando disseste que eras a minha puta era a sério? Ou foi só porque te deu tesão?
- Não sei… Acho que me deu tesão… Ser a tua puta…
- E agora já não dá?
-Dá…
- Ainda bem. Tiro o dedo, ou posso ficar a sentir-te enquanto me contas quem andou aqui a mexer?
-O que queres saber ao certo?
- Podemos começar por aí. Foi algum dos amigos da tua amiga?
- Não!...
- Então?
- Foi ela…
- Não me disseste se queres que tire o dedo.
-… Queres tirar?
- Isso é outro assunto. Perguntei o que tu queres.
- Deixa estar…
- Não te quero a fazer “frete”…
- Deixa…
- Como é que se pede?
- Por favor…
- Conta-me tudo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tormento

Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... esta é uma simples história que poderia ter acontecido a qualquer pessoa...

Lisboa, 15h30m.

Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas, afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem.

Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquilo. O avião só sairia as 16h30m.

Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no W.C. do aeroporto.

Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:

- Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira.

Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda. O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:

- Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora.

Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bica. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali. Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e... Oops!

Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado.

Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra! Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:

- Olha, caguei-me.

Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo.

Que se lixe, limpo-me no aeroporto, - pensei - pior do que estou não fico.

Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.

Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés. Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar... afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado??

Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.

Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas, era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.

Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:

- Agora chega, Pá!!

Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o 'check - in' e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte.

Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava já tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesse dia era de aproximadamente 37 graus. Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As minhas cuecas, mandei-as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda.

Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.

A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar.

Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Sai do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do rapaz que estava na casa de banho e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.

A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir...e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:

- Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

REFORMA

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.

Ora vejamos:

O nosso Presidente da República é um reformado;
o nosso candidato a Presidente da República é um reformado;
o nosso ministro das Finanças é um reformado;
o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
o ex-Ministro das Finanças Ernâni Lopes que propõe que se cortem os vencimentos dos Funcionários Públicos em 25 % é Reformado da CGD desde
os 47 anos de idade!
o ministro das Obras Públicas é um reformado;
gestores activíssimos como o ex-ministro Mira Amaral são reformados;
o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado .
E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Puta que pariu...

E nem sequer me apetece falar no assunto!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Várias coisas se costumam dizer ...

... e escrever a meu respeito.


Esta é sempre uma das minhas preferidas...


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Crónicas da "Fá" #12


A estrada do Guincho acabou quase sem dar por isso. Quando deu por si estava a chegar. O lugar escolhido, uma esplanada sobre a praia do Guincho, era um sitio bastante concorrido nas noites de Verão. Não sabia se isso a desagradara ou aliviara. Agora era só descobrir a "personagem".


Passou breves minutos que pareceram horas a tentar identificar alguém que apenas conhecia de poucas fotos e nada... Tinham combinado na esplanada, aquela hora e ninguém dos presentes correspondia à imagem que guardava.


- Estás muito formal. Vieste directamente do trabalho ou vais jantar com alguém importante?


As palavras sussurradas ao ouvido, por detrás de si fizeram-lhe perder a força nas pernas, mas não desarmou.


- Estava à procura de um "senhor" daqueles que não deixa uma senhora plantada à espera dele, mas já que ele não veio podes ser tu..., disse olhando o mar, sem se virar para trás.


Ele chegou-se o suficiente para o sentir contra si, bem como o calor no ouvido quando falou.


- Estava a observar-te... A tentar tirar uma conclusão a teu respeito. Sabes que hoje, todo o cuidado é pouco...


- Cabrão...


Virou-se e encontrou a boca com que tantas vezes fantasiara à sua espera. Foi um beijo misto de urgência e vontade de saborear. Não muito intenso mas suficientemente demorado para ambos sentirem na pele a reacção do outro.


O jantar decorreu agradável mas tenso. Depois daquele beijo não mais se tocaram. Vasco recostava-se para trás enquanto a observava atentamente. A certa altura dera-lhe a sensação de que ele evitara um contacto por debaixo da mesa. Se por um lado isso estava a desorientá-la e a deixá-la insegura, por outro, o ar atento e "guloso" com que ele a observava estava a dar-lhe tesão. Mais do que imaginara numa situação daquelas. Deu consigo a imaginá-lo a dar-lhe comida à boca como num filme que vira há muito tempo, mas na verdade, o que ele fazia era encher-lhe o copo com "eficácia".


Para o café trocaram a mesa mais resguardada por uma mais perto do mar onde já não se enfrentavam.


- Passaste o jantar todo a olhar para mim...


- Desagradou-te?


- Não...


- Estava a imaginar-te por debaixo desse vestido... Tens estado a falar de trivialidades o tempo todo. Estava a tentar perceber quando é que ias largar a capa.


- Que queres dizer com isso?


- Que acho que os últimos tempos tem sido muito mais interessantes do que me estás a contar.


- Nem por isso...


A mão mergulhou ágil por entre as pernas, vestido acima agarrando-a despudoradamente. Não sabia se corava de tesão ou por outra razão qualquer.


- Sou eu que te estou a perguntar. Desde quando tens segredos para mim?


Naquele momento sentiu-se "na mão dele". Com um movimento deitara-lhe as defesas por terra. Estava vulnerável e a adorar...


- Que queres saber?


-Tudo...



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Por vezes...

...algo me traz à lembrança outros tempos.


O tempo em comecei a aprender a tocar neste meio,


O tempo em que fugia de casa, não para palcos, mas para um monte cheio de barracas, desaparecido aquando da construção da linha de comboio para a margem Sul.


Quando as banquetas eram caixas de "mini".

Quando o tocador não se chamava "Vicente" mas... "Ezequiel".


Quando eu tentava acompanhar como podia...


"Ezequiel" era para mim o melhor guitarrista do mundo. Pelo menos era o que estava a um metro e, pacientemente, me ia ensinando umas coisas.


Tive oportunidade de retribuir, mais tarde.


Depois da morte do Pai ele deixou de tocar. Pedia-me para ir a casa buscar a guitarra e passávamos momentos, sentados no muro em frente da minha casa onde eu tocava para ele...


O homem a quem os ciganos chamavam "Rei" acusava-me de lhe ter roubado as notas, enquanto as lágrimas lhe corriam pela cara abaixo...


Hoje, ao passear pelo "Youtube", isto fez-me lembrar a Alcântara na minha infância: Entre o Fado e o Flamenco...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Crónicas da Fá #11


- Bom dia, alegria ;)

- Bom dia, tesuda... Estás bem?

- Muito bem, e tu?

- Que é uma maravilha Que tens andado a fazer que não me ligas nenhuma? ;)

- Estou cheia de trabalho e ainda bem porque assim não penso muito.

- Sonsa!! :)

- ??

- E mentirosa...

- Pq dizes isso? :)

- Ainda não me contaste o fds com a tua amiga como prometeste. Estão a dar-se bem?

- Como nunca imaginei ;)

- Já a comeste..?

- Eu? Coitadinha de mim :)

- Então comeu-te ela a ti eheheh

- Doido :)

- Mentirosa!! Chiba-te!! :)

- Brincámos um bocadinho...

- ...

- ??

- Estou à espera...

- Um dia conto-te, cara a cara...

- Parece-me bem hihihihi

- Sim?

- Amanhã chego aí ao fim da tarde. Vou ficar dois dias :)

- Pode ser que arranje um bocadinho... ;)

- Sonsa!! :)

- Não sou nada...

- Vou mamar-te essa coisa boa, fazer-te vir na minha boca...

- Já não é novidade...

- Puta!! :) Vais contar-me tudo enquanto te como :)

- Mas é para me comeres ou para ficar na conversa? :)

- Logo vês ;)


Fá revia mentalmente a conversa do dia anterior enquanto conduzia pelo transito do fim da tarde para se encontrar com o "amigo". Havia mais de um ano que começara a falar com ele. Desenvolveram uma cumplicidade despreocupada pelo anonimato e pela distância. A eminência do encontro provocava-lhe um misto de pânico e tesão.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Estou a pensar...

Mamar já uma garrafa, pelo sim, pelo não...


Dasssssseeee...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Momento de Poesia - Poema da Marquesa

Cabeleira empoada, um corpo escultural,
uma tangara antiga, uma beleza ideal,
cedeu, após inútil e renhida defesa,
a ser minha uma noite a senhora marquesa.

Foi mesmo em seu leito acetinado,
onde ébria de amores, o corpo abandonado
à minha magistral e suave carícia,
esperava no olhar a máxima delícia.

Soou a meia noite em tom de minuete,
eu perdi a cabeça e num subtil minete,
pus toda a minha alma num litro de saliva

Abandonou-se toda ela ao princípio esquiva,
ao prazer sensual, ao prazer do deboche,
após uns momentos, papava-me de broche.

Conde como isto é bom dizia-me a marquesa
limpando-me o caralho a rendas de Veneza.

Olhando para ela, não pude resistir,
Um frouxo raio de lua punha cintilações entre o travesseiro e a fronha
fazendo rebrilhar um charco de langonha.

Marquesa, ainda que fora de moda,
vou brindá-la com uma heráldica foda.

Venha, disse-me e estendendo aquelas mãozinhas pequenas que eu outrora beijara, agarrou-me no mangalho e, de maneira fina,
introduziu-o todo na arquiducal vagina.

Uma foda, outra foda, outra foda ainda,
cavavam-se as olheiras na sua face linda,
desencabei, enfim, um pouco fatigado,
ela foi lavar-se no seu bidé doirado
e aspergindo de espuma a cona perfumada,
disse-me: - Conde, que astral penachada.

Olhei de novo para ela e achando-a tão bela,
não pude resistir a uma enrabadela.
Foi o ponto final daquele amor sublime.
Ao descer as escadas, a pensar nela vim-me,
encharcando de esporra meias e calções.
No meu palácio, fui lavar os colhões.
Mas pensando de novo naquele divã violeta,
chamei a sopeira para me bater uma punheta.

Tempos após, pálido e macilento,
sofria o Conde um grande esquentamento ...


apócrifo atribuído a JÚLIO DANTAS.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Crónicas da "Fá" #10


O ambiente à mesa estava algo pesado, mas bom.


Amélia olhava-a e sorria. Fá ia comendo distraidamente não conseguindo tirar da cabeça o que se tinha passado há minutos.


Deixou que ela lhe desse banho, devagar, pormenorizadamente... Agarrou na esponja e fez o mesmo. Nunca tinha explorado daquela forma o corpo de outra mulher. A certa altura passou a esponja para a outra mão e ensaboou-lhe a vulva com a mão nua. A tesão que isso lhe deu foi ao ponto de a "acariciar". Ao levantar-se, depois de um momento a olharem-se nos olhos, trocaram um beijo que rápidamente evoluiu para uma busca desenfreada pelos corpos e bocas uma da outra.


Acabaram por sair da banheira, enrolaram-se nos "toalhões" e foram para o quarto de Amélia. Ninguém disse absolutamente nada mas ambas sabiam o que ia acontecer.


Amélia tirou-lhe a toalha com meiguice, recostou-a na cama e começou a percorrê-la com a língua. Primeiro o pescoço, depois o peito... Os mamilos de Fá estavam espetados e duros disfrutando daquela boca que os beijava, chupava, lambia... como alguém que gosta que lho façam é capaz de fazer. Fá estava "desorganizada". Não podia dizer que nunca lhe tinha passado pela cabeça, mas a ideia de ter outra mulher, ainda por cima colega de trabalho, a fazer aquilo deixava-a confusa entre o "politicamente correcto" e a tesão que se apoderava dela e não a deixava desejar outra coisa que não fosse a boca da amiga noutro lado muito concreto.


Amélia percorreu-lhe o tronco com a boca, desceu para o baixo ventre e andou um pouco a passear com a língua fazendo-a sentir-se a latejar. Depois de passar a língua pelas virilhas seguiu para as pernas. Estava a torturá-la um bocadinho. Aquela língua marota passeava pelo interior das suas coxas, uma e depois outra e nunca mais ia onde ela a desejava.


A sensação de calor húmido quando ela a envolveu causou-lhe um espasmo que a percorreu de alto a baixo, seguido de ondas de prazer, à medida que descrevia movimentos circulares à volta do seu grelinho, chupando-o depois para dentro da boca para brincar com ele mais à vontade. Por vezes sentia a ponta da língua a penetrá-la ligeiramente fazendo-a abrir-se, o que a punha ainda "pior".


A boca dela envolvia-a e fazia-a sentir-se "manietada", fora de controlo.


Olhando para ela com um sorriso de "cabra", abriu uma gaveta e tirou um "brinquedo" e um preservativo que lhe colocou, começando a brincar com ele à entrada daquele buraquinho sequioso enquanto a língua continuava a fazer o seu "trabalho".


O "brinquedo" não era grande mas tinha consistência. A sua manipulação mais o efeito da língua rápidamente produziram o seu efeito. Fá não conseguia estar quieta. Amélia sabia o que aí vinha e aumentava a velocidade e a intensidade, tanto com o "dildo" como com a língua. Em pouco tempo vieram os espasmos e a sensação de orgasmo que lhe percorreu todo o corpo com uma intensidade que a fez perder as forças. Deu consigo a dizer:


- Devia ser proibido sentir tanto prazer....

- Proibido? Devia era ser obrigatório, amiga... Vamos jantar?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Não é virtual ...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Hoje...

Estou novamente no lavar dos cestos...


Acabei por me sentir em casa.


Amanhã já estou por aí...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ultimamente...


Tenho tido dificuldades de acesso.


Fiz, provavelmente, a viagem de avião mais bonita de sempre…


Estou num sitio espectacular, com um grill com vista para a enseada de “Porto Vecchio”.



Costumamos ter uns convidados fixes para jantar.




Ontem apareceu este e os outros desapareceram… Mal educados!

Vou dizendo umas coisas sempre que puder.

O que andará a “Fá” a fazer? Quando chegar a Lisboa vou “investigar”.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Crónicas da "Fá" #9


Lisboa fica com uma luminosidade mágica ao pôr-do-Sol. A forma como reflete a luz quente era algo que ela não apreciava com aquele espirito havia muito tempo. Tomava noção de como certos estados de espirito nos podem atrofiar no que diz respeito a apreciar momentos simples como aquele.


O regresso fora feito quase em silêncio. Uma mistura de cumplicidade e tensão. Amélia estava a abri-lhe portas que, até certa altura, não estava certa de querer transpor. Sentia, a cada dia que passava, esse sentimento a esbater-se. Várias vezes ao longo do fim de semana sentira vontade de beber a vida até à ultima gota como se não houvesse amanhã. Sentira-se viva de uma forma que já nem recordava que existia. Perguntava-se se alguma vez tinha existido...


Uma festa na cara e ao longo do braço toruxe-a das recordações. Amélia sorria para ela. tinham acabado de chegar.


- Vamos tomar uma banhoca rápida e despachar se não, jantamos às tantas. Se calhar o melhor é partilharmos o duche. Assim é mais rápido.


A perspectiva de ter Amélia com ela no duche provocou em Fá uma reacção muito diferente da primeira vez que ali chegara.


Estava já a tomar banho quando ela entrou. Sem dizer nada, ela tomou a esponja das suas mãos e começou a ensaboar-lhe as costas ao mesmo tempo que, com a outra mão, percorria os seus ombros, costas... até ao fundo, provocando-lhe um agradável formigueiro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje estou no "lavar dos cestos"...

Para já, vão acabar-se os "quadros" ao nascer do Sol...


Esta praia "desagradável"...



Paciência, para o Ano há mais !!

domingo, 12 de setembro de 2010

Algo importante em férias...

Paz de Espírito
Alimentação saudável


Fato de banho adequado...


sábado, 11 de setembro de 2010

Há coisas que nos fazem viajar...


Alguns dias nascem de uma forma diferente

sábado, 4 de setembro de 2010

Crónicas da "Fá" #8

A água tivera o dom de a acalmar. O jantar decorreu numa atmosfera de sedução generalizada a que ela não estava habituada, embora parecesse normal por ali. A sugestão de alguém de um mergulho na piscina fora algo bem recebido. Apenas o facto de ninguém usar qualquer tipo de fato de banho a fez pensar um bocadinho mas acabou por se despir completamente e se enfiar rapidamente dentro dela.

Observava Tomé e Amélia numa “cama” perto da piscina. Já notara afinidade mas o que estava a ver era muito mais do que isso.

Ele estava estendido e ela beijava-o ao mesmo tempo que lhe enfiara a mão nas calças e lhe acariciava o sexo completamente teso. Quando o tirou para fora os seus olhares cruzaram-se e ela manteve o contacto visual por um momento para imediatamente se concentrar no que ela estava a fazer.

A mão de Amélia subia e descia ao longo dele enquanto fixava os olhos de Fá que, estranhamente não conseguia deixar de olhar para aquele pénis completamente teso na mão dela que o começou a beijar.

Em vez de a chocar, aquilo estava a fazer estravasar a tesão acumulada ao longo do dia. Começou a tocar-se. Também, dentro de água podia fazê-lo sem que ninguém visse…

Amélia estava a engoli-lo até onde conseguia. O dedo de fá não parava quieto. Os espasmos sucediam-se à medida que o imaginava dentro de si…

Amélia virou-se de frente para si e passou uma perna por cima dele, levantando a saia. Brincou por momentos com a cabeça na entrada, começando gradualmente a introduzi-lo até ficar sentada em cima dele completamente “empalada”. Ondulava em ritmados movimentos de anca enquanto a sua mão alternada entre o seu clitóris e os testículos de Tomé que pareciam sair de dentro dela.

Fá já não conseguia esconder de ninguém o que estava a fazer, nem sequer se ralava com isso. Pela primeira vez na sua vida não queria saber de quem estava a olhar, o que iriam pensar, nada…

Apenas imaginava o caralho daquele estranho enterrado em si e sentia que se ia vir a qualquer momento.

Tomé veio-se quase de seguida. Amélia passou um dedo e depois nos lábios… Fá veio-se nesse preciso momento. Algo que sempre achara nojento tinha-a feito vir. Apetecia-lhe saborear também,

O que se estava a passar consigo?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

eheheh


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Crónicas da "Fá" #7


- Que tal o primeiro dia em liberdade?

- Um turbilhão...

- Desenvolve :)

- Como sabes estou em casa da minha amiga. É tudo novo...

- Tens alguma coisa para me contar.

- Ontem à noite depilou-me...

- Logo de entrada? Boa !!

- Foi diferente...

- ...

- Acariciou-me enquanto o fazia e no fim deu-me um beijo.

- Na boca?

- Nop...

- Onde?

- Exactamente onde estás a pensar...

- Se fosse profissional fazia um sucesso, embora um beijo em pêlos acabados de cortar não seja lá grande coisa eheh

- Não gozes...

- Não gozo. Gostaste? Deu-te tesão?

- Já estava a dar. Por isso o fez.

- Maluca!! ahahah

- Hoje viemos ter com uns amigos dela à praia.

- Que tal?

- São tão doidos como ela, ou pior. Ainda por cima, ela parece ficar mais "assanhada".

- Então?

- À tarde disse a um deles para me pôr creme...

- Foi bom?

- Sim, mas estranho. Não estou habituada a estranhos a passarem as mãos pelo meu corpo. Ainda por cima tinha umas mãozinhas...

- Deu-te tesão?

- Estava com vontade de lhe saltar para cima...

- Come-o. Estás a precisar.

- Comia-te era a ti...

- Mas eu não estou aí, por isso, quem não tem Cão...

- Os Cães é que fodem por "necessidade".

- As pessoas também, minha querida. Se calhar chegou a altura de aprenderes isso.

- Não estou assim tão necessitada.

- Estás sim. Mas só vais dar por isso na altura.

- Estão a chamar-me para jantar.

- Onde estás?

- Depois conto-te. Beijo.

- Beijo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Crónicas da "Fá" #6



Quando ele, depois de acabar, se dirigiu a ela, pegou no seu frasco, sem dizer uma palavra, começou a perceber que não havia brincadeiras inconsequentes naquele grupo.

A sua passividade, eventualmente interpretada como um consentimento, mais não foi do que a sua incapacidade de reagir. Ficou a olhar o infinito à espera de sentir as mãos dele nas suas costas. Deu um pequeno salto quando sentiu a loção a cair nos seus calcanhares e parte inferior das pernas. Fechou os olhos enquanto sentia as mãos dele a espalhá-la.

As suas mãos eram suaves, calmas, e pareciam "esvoaçar" sobre as suas pernas, exercendo apenas a pressão suficiente para o fim em vista. Estava habituada a que aquilo fosse um "esfreganço" rápido mas daquela vez não era e rápidamente passou a ser um prazer inesperado.

Tinha as mãos de um estranho, completamente nú, a passearem-se pelas suas pernas e a prometerem vir "por aí acima...". Fechou os olhos por um momento e deixou-se "voar". Imaginou que aquelas mãos eram as do seu "amigo" desconhecido. Sentiu-se como apenas aquele que ela nunca tinha conhecido a fazia sentir.

Por um momento passaram-lhe pela cabeça todas as etapas do processo de descoberta de si própria, conduzida por ele, pelas suas palavras escritas e mais tarde sussurradas ao telefone. Mas aquilo era real. Os dedos de Vasco percorriam as suas pernas acariciando-as, uma após outra, avançando e recuando num vai-vem que parecia propositado a deixá-la desejosa que eles subissem mais e mais.

Um arrepio percorreu-a desde aquele ponto imaginário, até à base da nuca quando ele subiu para as coxas. Já não lhe causou qualquer sensação desagradável de insegurança ou medo, apenas de prazer e de descoberta.

Deu por si a afastar as pernas para lhe permitir o acesso ao interior das coxas enquanto o seu rabo ondulava ligeiramente num impulso quase incontrolável. A humidade e o "latejar" eram evidentes naquela zona onde apenas há pouco tempo se habituara a tocar despudoradamente.

Não se sentiu "pouco à vontade" quando ele lhe puxou a cueca para o rego formado pelas nádegas e as começou a acariciar. Não queria outra coisa naquele momento. O "formigueiro" causado estava a deixá-la para lá de...

Ele "sentou-se" em cima das suas pernas para continuar pelas costas acima e aí sentiu-se "subir um nível". O pénis dele a roçar no interior das coxas combinado com as suas mãos a deslizar pela parte lateral do tronco fazia-a desejar que aquilo nunca acabasse. Os seus movimentos pélvicos provocaram-lhe uma erecção e pôde senti-lo pressionar a zona da vulva, causando novo espasmo.

Rápidamente, ele puxou-o para cima e "pousou-o" entre as suas nádegas ao mesmo tempo que as suas mãos continuavam o seu "trabalho". Ao chegar á zona do pescoço fez um pouco de pressão, ao mesmo tempo que, pela posição, pressionou a zona pélvica contra aquele cuzinho empinado .

Fá, naquele momento, só desejava estar tão nua quanto os outros, sentindo o contacto daquele estranho que a fazia desejar ser penetrada naquele preciso momento.

- "Pronto. Se depois quiseres do outro lado diz..."

Dito isto levantou-se. Quando conseguiu recuperar a "razão", olhou para trás e viu-o dirigir-se ao mar.



domingo, 15 de agosto de 2010

Crónicas da "Fá" #5


É fácil transformar alguém desconhecido em confidente quando se tem uma enchurrada de emoções a tentarem sair cá para fora. Ele era um "ouvinte" atento e paciente e rápidamente chegou ao ponto de aguardar pela conversa com ele como o ponto alto do dia.


Depilara-se para ir ter com ele mas, à última hora não teve coragem. Lembrava o dia em que desvendara um dos seus segredos quando estavam a falar sobre o casamento dela.


- O sexo é bom?


- Não sei...


- Não sabes? Então?


- Não tenho como comparar. Nunca conheci outro...


- ...


Era uma das coisas que não se perdoava.


Foi "acordada" pelo parar do carro e por uma Amélia de sorriso rasgado.


- Chegámos.


Não via praia nenhuma. Apenas um pinhal com carros estacionados. À medida que caminhavam e descortinava o mar ao fundo sentia que se embrenhava cada vez mais numa nova realidade. E gostava disso...


Já tinha ouvido falar daquela praia mas nunca lhe passou pela cabeça que um dia lá iria. O grupo de Amélia era completamente diferente dos cinzentões e "politicamente" correctos com quem se costumava dar. Na verdade eram os amigos do marido e, comparados com aqueles, eram de outro planeta.


Deu por si no meio de um grupo em que todos estavam nús, sem qualquer pudor nem resquício de culpa. A sua "programação de base" apenas lhe permitiu tirar o top, algo que fizera uma ou duas vezes, sempre em praias onde se achava "a salvo" de alguém conhecido. Sentia dificuldade em manter uma conversa com nexo e olhar nos olhos alguém nú.


Deu consigo a observar Amélia. Os raios de Sol que lhe incidiam na pele realçavam-lhe o tom dourado. "A cavalo" sobre as suas pernas, Vasco massajava-a com creme. Sentiu-se corar um pouco a imaginar o tipo de contacto que aquilo permitia mas não conseguia deixar de olhar. Os seus olhos encontraram os dela num sorriso cumplice.


- Vasquinho meu querido. Quando acabares fazes o mesmo à minha amiga? Está demasiado preocupada em esconder as mamocas para se lembrar disso.


...



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Crónicas da Fá #4

Os pinheiros passavam sobre o tecto do 2CV de Amélia, completamente aberto. Enquanto o ar quente lhe acariciava o rosto, revia os acontecimentos das últimas horas. Menos de vinte e quatro horas antes rompera com a realidade dos últimos doze anos. O que a levara a fazê-lo? Exactamente naquele dia? Não sabia dizer. Sabia apenas que nos últimos tempos tinha uma sensação de estar a ver passar a vida sem a desfrutar. O afastamento gradual que vivia em casa fazia com que se isolasse no escritório a "trabalhar" enquanto "Sua Excelência" andava a fazer não sabia o quê.
Dos jogos de computador às salas de chat foi um pequeno passo. Um dia leu um artigo com o titulo "Mulheres portuguesas falam da sua vida sexual na Internet". Embora achando que isso era para quem tinha vida sexual deixou-se vencer pela curiosidade e visitou os endereços referidos.
Foi como abrir uma janela para deixar entrar ar fresco. Rápidamente se tornou visita diária, bem como dos "malucos" que as visitavam. Para ela, aquele era um mundo de fantasia. "Bebia" ávidamente os relatos das aventuras, começou a fazer um comentário ou outro, mas não mais do que isso.
A verdade é que lia coisas que mexiam consigo. A sua mente divagava um pouco como uma criança a ler contos de fadas "hardcore". O banho de realidade aconteceu quando um dia recebeu um mail: "Vejo-te mas não te encontro. Não tens blog?"
Demorou dois dias a responder mas, a partir daí...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Já tinha saudades disto...



Pois é. Tornei a ganhar uns "selinhos" e então logo um par deles. A última vez que me ofereceram um par de qualquer coisa não achei piada nenhuma mas estes souberam bem eheheh.




O primeiro foi da minha "Cabrinha Branca" que, apesar de andar a pastar noutros montes, lá se lembrou de me mandar um miminho.




Outro foi desta malta que, ao longo do tempo, se tornaram muito mais amigos que virtuais.




Não os mando a ninguém por duas razões fundamentais:




1- Sou um bocado mandrião...




2- Não quero ferir susceptibilidades e correr com a pouca malta que ainda aqui vem.




Beijos e abraços a quem de direito.

domingo, 1 de agosto de 2010

Crónicas da "Fá" #3


Não se sentia com coragem para cera. Não lhe passava pela cabeça algo que lhe fizesse doer. Não naquele momento. Declinou com a desculpa que lhe iria arder no dia seguinte e optou pela lâmina.

Estava habituada a esta “operação” feita num salão de estética, por uma desconhecida, normalmente durante o Verão. Este ano fizera-o em Fevereiro e “ninguém” lá em casa dera por isso. Ainda bem… Neste momento, ter alguém que iria ver no trabalho a perguntar “como a queres?” deixara-a num misto de vulnerabilidade e excitação.

- Tira só nas virilhas. Só não quero ir à praia “cabeluda”. Mais tarde logo se vê.

Amélia assim fez, um bocadinho contrariada. No entanto insistiu numa aparadela geral. À medida que os seus dedos percorriam aquela zona, Fá estava a achar aquilo cada vez mais “interessante”. As suas mãos não tinham nada a ver com as da menina do Salão. Carinhosamente desviava os seus lábios para um lado, e depois para o outro, quase como quem fazia uma festa, enquanto fazia deslizar a lâmina. Foi buscar uma pequena tesoura com a qual se pôs a aparar. Fá estava deitada para trás, descontraída, a “saborear” aquela meiguice inesperada. Os dedos dela sabiam-lhe cada vez melhor e isso notava-se… Um espasmo apoderou-se dela quando sentiu um dedo a levantar os pelos junto da fenda formada pelos “lábios”.

- Magoei-te?

- Pelo contrário. Está óptimo…

- “Hummm… Isso é bom…”

Uma festa a agradecer o elogio provocou novo espasmo.

- Esta “menina” está a precisar de atenção.

Dito isto, depositou um beijo ao de leve naqueles lábios entreabertos, e disse com um sorriso sacana:

- Acabei. Vai ver se gostas.

sábado, 31 de julho de 2010

Algo muito menos "interessante"...

Tenho uma moradia para arrendar na Parede.

3 quartos (um pequeno)
2 salas
1wc
1 Garagem

São só €700 para viver no sitio onde se passaram algumas coisas que aqui conto ;)

Respostas para o mail do perfil

PS: Óbvio que tanbém tem cozinha...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Crónicas da "Fá" #2


Só ao começar a subir as escadas daquele prédio antigo na zona do “Príncipe Real” se dera conta do capítulo que tinha fechado na sua vida. Outro estava a iniciar-se. Não sabia nada sobre ele mas a expectativa fazia-a parecer uma adolescente.

Era a primeira vez que partilhava uma apartamento com alguém para além do Marco. Toda a vida tinha sido a “certinha” e, obviamente, saiu de casa dos Pais para a do marido. A virgindade? Perdera-a pouco tempo antes com o homem com quem se ia casar. Tudo certinho, politicamente correcto, exactamente como “os outros” achavam que as coisas na sua vida deviam acontecer. Estava na altura de romper com isso. Não tinha filhos, os Pais tinham falecido com menos de um ano de diferença, não tinha ninguém a quem se justificar a não ser a si própria. A sensação de vazio era suplantada pela de liberdade.

Encontrou Amélia com o jantar quase pronto. Teve tempo para arrumar a pouca bagagem que transportava e uma passagem rápida pelo duche. Na falta de um roupão enfiou uma t-shirt, uns boxers, e foi-se-lhe juntar. Encontrou-a na sala a pôr a mesa de uma forma cuidada.

- Ena! Temos festa?

- Temos. Desculpa o “cliché” mas hoje é o primeiro dia do resto da tua vida e tens de começar com estilo.

- É melhor mudar de roupa…

- Não podias estar melhor!

O jantar decorreu num misto de excitação e intimidade. Bebeu mais do que estava habituada e foi já com uma sensação de leveza que a conversa evoluiu para os seus planos futuros.

Na verdade não tinha grandes planos. O principal já acontecera. O resto viria naturalmente. Ainda não se tinha habituado à ideia de que estava por sua conta mas estava a fazê-lo rapidamente e, de cada vez que pensava no assunto, ele parecia mais interessante.

- A sério que não tens ninguém?

- Julgavas que tinha saído para ir ter com alguém? Errado.

- De há algum tempo a esta parte vejo-te mais cuidada… Diferente… Pensei que andasse alguma “ave de arribação” a fazer-te “o ninho”.

- Acho que é por começar a olhar para mim de outra forma, nada mais.

Será que não havia? Na verdade nem ela sabia.

- Isso agora não interessa nada. Temos que te dar um bocadinho de cor. Amanhã vamos à praia.

- Na verdade nem tenho fato de banho. Trouxe apenas “meia dúzia” de coisas e na pressa esqueci-me. Para além do mais, precisava de fazer a depilação…

- Aí está um belo programa para o serão!

Achava aquilo demasiada intimidade mas o sorriso dela não admitia uma nega. Pouco tempo depois deu por si a dizer:

- Acabei de sair de casa e já estou nua e de perna aberta…

Uma gargalhada meio nervosa meio ébria acabou por derrubar barreiras.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crónicas da "Fá" #1


Passaram anos desde a última vez que sentira aquela paz.

O calor da noite contrastava com o frio do copo de gin tónico que suava na sua mão.

A noite trazia-lhe os ruídos do Bairro Alto até à água furtada onde se encontrava, a contemplar Lisboa. Continuava linda. Já quase não se lembrava e esse reviver só agudizava o estado de excitação em que se encontrava.

De repente parecia voltar a reviver os tempos em que fazia parte daquele ruído, parecia que o tempo não tinha passado, sentia-se viva. Tinha tentado dormir mas era impossível. Tudo parecia impossível. Apenas um olhar casual para o interior do quarto onde Amélia dormia lhe dizia que não estava a sonhar.

Dormia como uma criança, despida como a noite, de preconceitos, de culpa, como só dorme alguém que está em paz.

Amélia era uma colega de trabalho relativamente recente, mas com quem tinha desenvolvido uma relação de amizade. Conheceu-a no sítio onde toda a gente na empresa ia fumar. Era uma “miúda” desprendida, dez anos mais nova. A conversa sobre o “tempo” rapidamente evoluiu para uma intimidade crescente. Foi a única pessoa da empresa a quem conseguiu dizer que estava farta da sua vida, do casamento de faz de conta e que “um dia…” Recebeu como resposta: “Quando esse dia chegar liga-me que eu não me importava nada de ter alguém com quem dividir as “contas”. A sério, se o quiseres fazer não será por não teres para onde ir”.

Aquilo andou a martelar-lhe na cabeça e na véspera, sozinha na cama às quatro da manhã tomou a decisão. Fez de conta que estava a dormir quando ele chegou. A conversa ficaria para o dia seguinte. De manhã, ao chegar foi confirmar a “disponibilidade” . Recebeu como resposta um abraço e um sorriso que lhe deram força para o que tinha a fazer nesse dia.

À hora do almoço foi a casa buscar o essencial. Queria despir-se o mais possível da última dúzia de anos da sua vida. Resolveu o que tinha a resolver na mesa de um café ao fim da tarde. Disse o que tinha a dizer, largou as chaves de casa em cima da mesa e voltou costas.

Ainda lhe parecia impossível o que se tinha passado na sua vida desde então.