sexta-feira, 5 de março de 2010

Reminiscência 2


Joana pegou na frasco de protector solar e ficou a olhar para mim num silêncio ensurdecedor.

Raramente tive um convite tão gritado. Peguei calmamente no frasco (naquela praia tem que se manter a calma porque quando isso não acontece salta á vista…) e comecei a massajá-la com o creme, suavemente, sentindo cada centímetro quadrado da sua pele, quase sem pressão. Primeiro nos ombros, depois pela coluna abaixo tornando a subir pelos lados. Isso provocou um arrepio.

Recomecei a partir dos tornozelos, suavemente pela perna acima, primeiro uma, e depois outra. Então subi para as nádegas que acariciei suave e demoradamente. Ela empinou o rabo. Acabei na parte interior das coxas, tendo o cuidado de, de vez em quando, por acaso, roçar ao de leve com o topo da mão na zona que ficara a descoberto pelo seu movimento.

Quando fazia isso ela tremia e a sua respiração ficava mais profunda. Voltei ás nádegas com o pretexto de que era uma zona que não estava bronzeada e precisava de mais protecção. A sua respiração denunciava o efeito que provocara. A certa altura uma das mãos “fugiu” para o meio e subiu pelas costas acima, acabando numa festa no pescoço, ela parecia o gato que acabou de comer o canário.

- Já acabou…

-Vira-te.

- …

Peguei-lhe na mão e comecei a espalhar creme ao longo do braço. Depois do outro. Recomecei (já deitadinho na toalha virado para baixo que a natureza ás vezes trai-nos) a espalhar creme no seu pescoço, colo e ombros descendo para os seios que massajei suave mas descaradamente (felizmente naquela altura e àquela hora a praia não tem quase ninguém) fiz no seu tronco o mesmo trajecto que tinha feito nas costas, demorando o bastante no baixo ventre e depois passei para os pés, subindo pelas pernas.

Quando cheguei ás virilhas e á parte interior das coxas, já não o fiz “por acaso”. Fi-lo descaradamente chegando a massajar-lhe a vulva por uns segundos. Ela gemeu baixinho e apertou-me a mão no meio das pernas. Acabei aí o ritual. Quando olhei para ela estava a olhar para o meu membro completamente teso com uma expressão que dizia tudo. Descuidadamente tinha- me tinha posto de lado.

- Isto hoje não está fácil…

- Tenho de acalmar senão é uma pouca vergonha.

Ficámos em silêncio, cada um a ler o seu livro até que ela me perguntou:

- Já estás mais calminho?

- Já.

- Então vira-te que eu quero experimentar uma coisa.

Virei-me e ela deitou a cabeça na minha barriga abrindo as pernas para deixar o Sol entrar. Gostei daquilo mas mantive-me calmo. Fechei os olhos e fiquei a apanhar Sol.

- O que é que se passou á bocado?

- Quando?

- …

- Estive a pôr-te creme tal como pediste.

- Nunca me tinham posto creme dessa maneira…

- Nunca me tinhas pedido. Quando quiseres não faças cerimónia.

- Já estavas com isso que parecia que ia rebentar… Se o fizeres outra vez pode ser que rebente mesmo.

Abri os olhos. Ela estava com a cabeça de lado, com os olhos fixos no meu pénis a poucos centímetros de distância. Isso provocou-me uma nova erecção.

- Não tens juízo nenhum!

Passou a ponta de um dedo ao longo do meu pénis completamente erecto, levantou-se e foi vestir a tanga. Eu tive de me virar novamente para baixo.

Em boa hora o fizemos porque os nossos respectivos chegaram uns dez minutos depois.

Esperava-nos uma tarde complicada mas o melhor ainda estava para vir.


Continua…

quarta-feira, 3 de março de 2010

Reminiscência 1







Ano da Graça de 1990

Praia do costume, mas no tempo em que eu tinha paciência para parques de Campismo. naquele ano, uma amiga da minha querida Ex-esposa e o seu marido, a quem nós apresentámos o sítio, convidaram-nos para, montando uma tenda que ele tinha que mais parecia uma casa, ficarmos por lá nesse Verão. Este sistema tinha as suas vantagens. Era só chegar à Sexta-Feira e entrar, tipo casa de Férias.

Simpatizava com o Marco – vamos chamar-lhe assim – embora o conhecesse á pouco tempo e tivéssemos maneiras diferentes de ver a vida. Era uma pessoa serena, bem disposta mas fechada e conservadora.

Joana por sua vez, era o protótipo da “sonsa”. Aquele tipo de pessoa que faz o que lhe apetecer desde que ninguém esteja a ver. Um amigo comum perguntou-me um dia se eu tinha alguma coisa com ela. Eu disse-lhe que não, que nem sequer pensava muito no assunto mas a verdade é que pensava.

Embora não fosse uma Vénus, Joana tinha uma característica que me agrada: Era ruiva da cabeça aos pés. Fazia questão de me mostrar isso de cada vez que saía da água e resolvia tirar a areia da tanga quando eu por acaso estava a olhar para ela. O marido não a deixava fazer mais do que topless e como tal criei o hábito de olhar para ela quando saía da água. Era uma espécie de brincadeira inconsequente que tínhamos a dois. Aquelas brincadeiras que são inconsequentes até ao dia em que geram consequências.

Num dia em que, apesar de estarmos todos de férias o Marco teve de vir a Lisboa, Joana foi-nos acordar para irmos para a praia. Eu perguntei à minha Ex se queria ir tendo como resposta:

- Vão vocês que depois quando o Marco vier vamos lá ter.

Joana nunca se tinha despido completamente e o facto de o marido não voltar com certeza nas próximas horas foi a oportunidade à muito esperada. Teve o cuidado de se assegurar que eu estava a olhar para ela quando retirou, devagar e a sorrir para mim, o que restava.

Fomos ao banho e quando regressámos ficámos a saborear o sol da manhã.


Continua…

terça-feira, 2 de março de 2010

Não resisti a esta

O AMENDOIM.


Um Homem estava a beber cerveja, e a comer amendoins e a ver TV na sala, 'vigiando' a filhinha de 13 anos que namorava na varanda.

Cheio de sono, a cerveja fazendo efeito, começa a coçar o ouvido com um amendoim até que a casca do amendoim parte e o caroço de amendoim fica entalado no ouvido.

O Homem fica desesperado, começa a tentar tirar o amendoim com o dedo e empurra mais para dentro!

Pega uma tampinha de caneta Bic e merda, o amendoim entrou mais ainda.

Nisto o Homem já estava louco, gritando, chamando a mulher, que veio correndo, que apavorada já queria levar o marido bêbado para o hospital.

O Homem não queria - que merda!

- Sou um Homem de posição, não posso me expor ao ridículo, etc...


A filha e o namorado (de 17 anos...) entram na sala para ver o que estava acontecendo.


- Pai, que é isso! Que vergonha!

O gaiato (namorado da filha): -'Calma, que eu resolvo o problema!

Quando era escuteiro, era eu que socorria os amigos!

O entalado, que estava feito parvo, apavorado, e agora puto com aquele sujeitinho a dar palpite, acabou por aceitar ajuda.


O sujeitinho mete dois dedos no nariz do sogro, e diz:

-Fecha a boca e sopra pelo nariz com bastante força!!!

E não é que o maldito amendoim saiu do ouvido?

O namoradinho sai todo convencido, a filha toda apaixonada, e a mulher encantada com o eficientíssimo rapaz, diz para o marido:

-'Viu que lindo? Tão calmo, tão controlado nas emergências. O que será que ele vai ser?!?!?! '

E o marido, cada vez mais fodido, responde:

- 'Pelo cheiro dos dedos do filho da puta, vai ser ginecologista!!!!'

sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aconteceu comigo, ninguém me contou...


Quando aqui escrevi sobre o episódio que envolveu Mário Crespo, na verdade ele é que escreveu eu fui apenas um dos que fizeram algo para lhe dar a visibilidade que lhe quiseram tirar, não me passavam pela cabeça os acontecimentos que se lhe seguiram.


Não disse mais nada sobre o assunto por não querer engrossar o ruido a propósito.


Hoje aconteceu-me algo que não quiz deixar de trazer aqui pelo significado que tem em termos do que se vai passando no espirito das pessoas.


De manhã entrei numa bomba de gasolina para, tal como mais uma enorme quantidade de gente, comprar um exemplar do "Sol" (Já era a 3ª que nas outras estava esgotado). Ao não encontrar o dito jornal em exposição dirigi-me à pessoa atrás do balcão e perguntei se não estaria noutro sitio.


O homem de meia idade fez-me um sorriso que não identifiquei e mandou uma funcionária buscar lá dentro o referido jornal. Quando tentei perceber o que se passava respondeu-me que nunca se sabe se, à última da hora não haveria uma "recolha" pelo que estava a proteger os exemplares que lhe calharam.


É impressionante o efeito que a situação está a ter nas pessoas...


Tenho saudades do tempo em que vinha aqui e falava apenas de sexo e brejeirisses...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eu até tenho andado caladinho...

Há coisas que me lixam com um "F" dum tamanho que fico a pensar se vivemos na Venezuela ou qualquer merda no estilo.


Publico aqui uma crónica de um Senhor do nosso jornalismo, uma vez que no jornal para onde escreve uma crónica semanal não tiveram a coragem ou a isenção de o fazer.


Ele, como qualquer pessoa de bem, demitiu-se.


O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor.


Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.


Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.


Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade.


Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.


Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.


Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”.


Eu.


Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.