domingo, 23 de novembro de 2008

Sonhos...


"A porta está aberta. Não batas nem acendas a luz. Pode ser que tenhas uma surpresa"


A mensagem por sms não me saiu da cabeça enquanto voava pela auto-estrada, tal como agora, embora um pouco esbatida pelas sensações posteriores.


Ao chegar, vi a casa às escuras, nada que eu não estivesse à espera. Entrei, atravessei o jardim e dirigi-me para a sala de que tanto gostávamos à beira da piscina. A porta aberta deixava entrar o luar que a inundava, perante os meus olhos, habituados à fraca luminosidade do carro.


Em cima do sofá... Ela. Nua, linda, adormecida... Indefesa.


O ar quente da noite acariciava-lhe o corpo enquanto a alma, parecia pela expressão, ser acariciada por um qualquer sonho, capaz de a fazer feliz. Muito feliz... Pode sentir-se ciumes de um sonho?


Este sonho fazia-a ondular as ancas, aprofundava-lhe a respiração.


Adoro fazer fotos de nú. As minhas preferidas são a preto e branco e denotam abandono, conforto... Inocência. O "quadro" diante dos meus olhos parecia retirado de um qualquer recanto da minha imaginação, de uma fotografia perfeita. O luar que invadia a sala criava contrastes só sonhados. No entanto a luminosidade que a banhava era cálida... suave...


A expressão do seu rosto era a de quem estava a fazer amor consigo mesma enquanto as mãos começavam a percorrer as pernas sem pressas.


Não resisti à tentação de me despir, sentando-me numa poltrona que ficava em contra-luz. Dali, podia ver sem ser visto, qual espectador anónimo mas ao mesmo tempo participante, no sonho que se desenrolava perante mim.


Não sei se por algum ruido que fiz, ela mexeu-se. Ao mudar de posição ficou completamente exposta na minha direcção, qual convite para participar, embora de forma indelével, no sonho que a embalava.


As mãos percorriam o ventre em pequenos movimentos circulares, subindo para os mamilos, entumescidos pelo ar da noite... ou pelo sonho.


As ancas ondulavam cada vez mais à medida que os dedos se apertavam à volta dos mamilos.


Uma mão desceu ao longo do torso, pela anca torneada, invadindo a parte interior das coxas que se fecharam à sua volta.


Não conseguindo evitar tocar-me, passava mão ao longo do pénis, duro de desejo e invejoso daquela mão. ele crescia ao contacto como se, como de costume, fosse um dos "actores" principais daquela cena. A minha mão não conseguia parar de o acariciar. A mão dela também não.


Um aroma a sexo e a tesão começava a invadir o ar, misturando-se com o das flores do jardim. Da nossa tesão.


As pernas abriram-se permitindo à mão vaguear à vontade. A leveza dos dedos na caricia do centro do prazer punham-me com uma erecção enorme, que eu não conseguia deixar de percorrer, para cima e para baixo, lentamente... a sentir-me.


O movimento das ancas aumentava de intensidade. Ela acordou. Por momentos tive a sensação que me tinha visto. A obscuridade da zona onde me encontrava protegeu-me.


Meio a dormir, virou-se para baixo, fletindo uma perna para dar passagem à mão com que se continuava a mimar. A visão daquele cuzinho maravilhoso a subir e a descer, daquela mão que emergia por entre as pernas a um ritmo cada vez mais frenético, e dos gemidos de prazer cada vez mais fortes, faziam-me acelerar os meus movimentos ao ritmo do prazer mútuo que partilhávamos. O orgasmo veio mútuo... calmo... envolvente.


Ficou um pouco naquela posição enquanto o seu corpo era percorrido por espasmos de prazer. Levantou-se, foi à porta que dava para a piscina e disse num sussurro:


- Onde é que estás?


- Estou aqui... Viemo-nos juntos como de costume. Só foi um bocadinho diferente.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Coisas que me assaltam a mente...


Tomo o teu peito nas mãos, virando-te para ele, expondo-te, oferecendo-te...


- Já viste bem a qualidade destas mamocas?


Ele sorri e aproxima-se. Com um olhar cumplice, passa um dedo pelo mamilo teso. Enquanto te começo a desabotoar o soutien ele, pausadamente, olhando-te nos olhos, desaperta, um a um, os botões da tua camisa. O soutien sobe e ele abocanha o mamilo erecto e expectante. Eu, invejoso, faço o mesmo no outro.


Ficamos assim por um bocado, a agarrar e a chupar, arrancando-te suspiros de prazer.


Há uma mão que te desaperta as calças e cujos os dedos se imiscuem entre as tuas pernas.


Quem será?...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ele há cada coisa...

Era mais uma noite de Inverno como tantas outras que tínhamos no sitio do costume e no restaurante do costume, já lá vão perto de 20 anos.

No Inverno costumávamos dormir no pré-fabricado, ao lado do restaurante, uma boa alternativa ás tendas quando fazia frio. Não éramos os únicos. Nessa noite estava eu, sozinho, Um filho da dona do sitio mais a namorada, bem como um casal amigo.

Ana era uma amiga colorida que eu apresentara a Jaime. A ideia era só dar uma voltinha mas ele resolveu “namorar”. Há tipos a quem não se pode apresentar as amigas sob pena de ficarmos num dilema. Temos de escolher entre prescindir da “amiga” ou “trair” o amigo. Nesse fim-de-semana eu tinha acabado de sair de uma relação de quase um ano e não estava muito entusiasmado. Ou estaria?

Depois de uma noitada de guitarra, à lareira, decidi ir para a cama. Ana concordou mas Jaime quis ficar mais um pouco. Nós fomo-nos deitar.

Ela chegou e enfiou-se na cama que já estava montada. Eu fui fazer a minha. Quando acabei fui dar-lhe um beijo de boa noite.

Debrucei-me sobre ela. Ficámos os dois a sorrir, arrisquei um selinho que acabou por não ser selinho nenhum. Os seus lábios abriram-se e a sua língua procurou a minha que se entrelaçou nela com saudade.

As nossas mãos exploraram os corpos enquanto nos beijávamos com tesão. Levantei-lhe a camisola expondo o peito generoso e bem delineado. Agarrou-me os cabelos quando lhe chupava e mordia os mamilos.

Não podíamos fazer barulho. Os outros estavam já deitados. Apenas a escuridão completa nos servia de protecção. Acabei por descer, um bocado a medo, e beijar-lhe o grelinho já inchado, chamando por mim. Também já tinha saudades dele. Beijei-o, chupei-o, enfiei-lhe a língua na cona até a pôr maluca, quase a dar estrilho.

Ouvi passos na direcção da barraca… apenas tive tempo de me enfiar na cama e fingir que estava a dormir.

Ele enfiou-se na cama e, passado pouco tempo disse:

- Possa, ainda não fiz nada e já estás toda molhada!...

Foi a gargalhada mais silenciosa da minha vida.

Jaime tinha uma característica. Era um pescador viciado. Ainda é, muitos anos depois.
Nessa manhã bem cedo pegou nas canitas e lá foi ele.

Sentindo-o ir embora – na verdade não tinha dormido lá muito – aproveitei para me enfiar na cama que estava de certeza mais quente que a minha. Ana ainda dormia. Beijei-a nas orelhas e no pescoço, encostei-me todo a ela. O contacto com o seu rabo pôs-me com uma tesão que chegava a doer. – Acho que não me tinha passado desde que nos deitáramos. Seria por isso que me doía?- A verdade é que ao sentir o meu pau encostado, a “bela adormecida” acordou imediatamente e começou a “ondular”.

Tínhamos dormido ambos sem cuecas pelo que facilmente ele encontrou o caminho para um sitio muito mais quente. Foi das penetrações mais deliciosas que tive na vida, até porque, depois do que se tinha passado, aqueles dois tinham estado a dar uma belíssima foda ali mesmo ao meu lado. Estava completamente maluco de tesão.

O prazer era tanto que decidi acalmar e saborear. Queria apenas senti-lo a entrar e a sair. Quando entrava todo batia no colo do útero o que me dava ainda mais tesão. Ela mordia a almofada para não fazer barulho.

- Já estás acordado?

Eram os outros que estavam a dormir no mesmo sitio, ligeiramente afastados.

- Estou, mas não fales que eu acho que a Ana ainda dorme.

- Ok.

Ela não aguentou e riu-se. Ali estávamos nós no meio de uma foda do melhor, a dar conversa aos outros como se nada se passasse, apenas com a escuridão a proteger-nos. A cena excitou-nos e viemo-nos no meio de risos. Foi uma boa maneira de disfarçar.

Eles não estavam a perceber nada mas não “apanharam”. Vim-me de uma maneira que fiquei com dores. Foi uma das melhores cenas que já tive.

Desculpa lá “Jaime”. Pesca…

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Outros tempos, outras vidas


Por vezes há imagens que me assolam o espírito.


Numa daquelas manhãs frias…


Em que o melhor sitio para se estar é num local confortável, com uma lareira acesa. As lareiras não são só confortáveis à noite. De manhã podem ser uma loucura. Nestas alturas costumo trazer o colchão para o pé da lareira e dormir aqui. Adoro o crepitar do lume a misturar-se com o barulho das ondas.


Desta vez não tinha medo que te perdesses. Já tenho a noção que segues com precisão as indicações que te dou. Hoje vou pôr-te à prova.


Bates à porta subtilmente. Está apenas encostada e abre-se ligeiramente. Chamas por mim, baixinho. Finjo que estou a dormir. Entras.


O sítio desconhecido deixa-te pouco à vontade mas vais vencendo isso. Estás numa casa desconhecida, com alguém “desconhecido”, entrás-te sem que te dissessem para o fazer, e agora olhas para mim e pensas qual será o próximo passo.


Pousas a bolsa e o casaco na cadeira mais próxima e ficas mais um pouco a ver-me dormir. Aproximas-te.


Fazes-me uma festa na cara, suavemente, não me queres acordar ainda. Olho-te sem que dês por isso. A indecisão entre acordares-me ou fazeres-me companhia está atormentar-te. Preocupa-te o que eu possa pensar? Deixa-te disso. Faz exactamente aquilo que te apetece! Foi para isso que vieste.


Descalças-te timidamente, levas a mão ao botão da saia… hesitas… e desaperta-lo. Tiras a saia, devagar, como que a poder recolocá-la a qualquer momento. De onde me encontro a vista está cada vez melhor, e a partir daqui só pode melhorar. Desapertas a blusa. Deixa-la cair no chão, em cima da saia. O soutien é pousado a medo no montinho que vais formando. Com cuidado enfias-te na cama.


- Não achas que está calor para vires para aqui com tanta roupa?


Ficas a olhar para mim sem saber o que dizer. Sorrio.


- Desde quando é que se entra na cama de alguém, de cuequinha?


- Tens estado a ver-me…


- Desde que entraste. Bom dia.


Ergo-me e beijo-te suavemente os lábios. Suavemente agarro nelas. Levantas o rabo para que tas tire. Não deixas de me olhar nos olhos. Eu também não.


O teu olhar tem uma mistura de inquisição com vulnerabilidade e excitação. A situação desconhecida faz-te sentir vulnerável e isso excita-te. Não sabes o que vai acontecer ou pelo menos como vai acontecer. Nem eu quero que saibas. Isso tira parte da tesão.


Debaixo do colchão tiro um lenço de seda que guardei antes de me deitar. Ternamente vendo-te os olhos. Hoje não quero que vejas. Quero que sintas. A privação sensorial é muitíssimo excitante. A partir de agora tenho de ter cuidado com os ruídos. Tiro da gaveta do armário as algemas com peluche e ponho-as nos teus pulsos passando-as à volta do pé da mesa que está ao topo do colchão.


Estás vulnerável, nua, de olhos tapados, braços esticados em direcção ao pé da mesa. Eu admiro-te impunemente. Como eu gosto disso. Ver-te sem que me vejas é algo que me deixa louco.


Não tenho possibilidade de te prender as pernas. Ainda bem. Assim posso afastá-las sem que te seja desconfortável. Acendo uma vela aromática. Adoro estas velas. Têm uma parte de chocolate, outra de baunilha e outra de café. São-me altamente afrodisíacas.


Começas a mexer-te, pouco à vontade pela falta de controle da situação. Os teus movimentos revelam excitação, antecipação.


Do frigorifico tiro algumas pedras de gelo que guardo no copo de ontem à noite. Ao ouvi-las cair no copo mexeste-te ligeiramente como que a tentar perceber o que se passa. Um beijo quente envolve-te o mamilo já erecto. Não evito chupá-lo ligeiramente. O contacto da pedra de gelo tem o condão de o pôr duro e pequenino. Muito duro.


Mexes-te denunciando a tesão provocada. Não me aproximo demasiado para que não notes a erecção que me invade. Vou descendo com a pedra pela tua barriga, percorro a linha da cintura, novamente o abdómen.


Pego na vela e deixo cair um pingo de cera em cima da tua perna. De alto para não te queimar. Quero apenas que não saibas onde vai ser a próxima sensação e se vai ser de frio ou de calor.


O meu controle da situação é completo. Estás vulnerável, nua, exposta. Eu gozo com o prazer de decidir o que te vai acontecer a seguir e com o teu prazer provocado pela tua vulnerabilidade. Ficamos assim por um bocado, alternando gelo com pingos de vela, com contacto de lábios e alguns beijos que nunca sabes se e quando vão acontecer.


O facto de não me conseguires agarrar começa a irritar-te. Beijo-te a púbis, devagarinho, com calma. Não enfio a língua entre os teus lábios.


Quero torturar-te mais um pouco. Passo o caralho completamente teso nas tuas costelas, desde a cintura até ao sovaco. Isso tem o efeito esperado. Começas a dar mostras de impaciência. Passo a cabeça no teu mamílo tão teso como ele e a seguir nos teus lábios. A tua língua procura saboreá-lo. Eu deixo. Permito que os teus lábios envolvam a glande sequiosa deles. Não resisto a fazê-lo penetrar na tua boca enquanto a minha se dirige para a tua cona. Já não são brincadeiras, é tesão aquilo que sinto e já não consigo controlar.


A minha língua penetra na tua cona completamente molhada e sequiosa dela. O teu grelo está inchado pela tesão que te invade. Começo a trabalhá-lo. Sinto-te com espasmos cada vez mais fortes. Quero que te venhas na minha boca. Com grande pena minha não te posso continuar a deixar chupares-me. Não me quero vir já e isso iria acontecer rapidamente. Não quero ser egoísta…


Abro-te as pernas e continuo a chupar-te. Evitas fazer barulho, deitar cá para fora aquilo que te invade. Quero fazer-te gritar de prazer. Para já contento-me com a tua respiração profunda e um ou outro gemido incontido. No entanto sinto nas entranhas o que vai acontecer.
Os teus espasmos são cada vez mais violentos. Não consegues ou já não queres controlar-te. Os teus gemidos são quase gritados. Pedes que te penetre. Temos tempo. Quero saborear o teu orgasmo. Senti-lo-ei mais tarde…


O teu grelo parece que vai rebentar quando te vens. Um grito abafado enquanto me dás a provar os fluidos resultantes do teu prazer e me apertas a cabeça entre as pernas. Calculo que se pudesses agarravas-me pelos cabelos… mas não podes. És minha prisioneira. Acalmas, pedes-me que te liberte… a tortura ainda não acabou.


Viro-te ao contrário, beijo-te as costas demoradamente, Quero explorar-te, sentir a tua pele nos meus lábios. Desço com a língua pela coluna. Mordo-te o rabo carinhosamente. A minha língua percorre demoradamente as tuas pernas até ao calcanhar que mordo suavemente. Chupo-te os dedos demoradamente, um a um, subo pelas pernas novamente. A minha língua brinca no teu ânus. Estremeces… continuo a brincar… começas a mexer-te novamente. Espetas o cuzinho na sua direcção. Forço ligeiramente a entrada. Suspiras. Mantenho as tuas pernas fechadas enquanto te monto.


Pedes novamente para te libertar. Tenho o domínio completo da situação. Isso dá-me uma tesão louca. Tenho o teu rabo à minha mercê e tu estás vendada e algemada. Passo a cabeça à entrada do teu ânus, para cima e para baixo, enquanto vais fazendo movimentos ondulantes ao senti-lo encaixado no rego a subir e a descer. Não vou fazer o que me apetece, pelo menos para já.


Levantando-te ligeiramente, faço-o passar para a zona da vulva. Adoro masturbar-te com a cabeça. Tu também. Suspiras profundamente e os teus movimentos tornam-se mais pronunciados. Ficamos assim um bocadinho com a tesão a aumentar até que te penetro, primeiro só a cabeça até desejares mais e depois todo, dentro de ti, entre os teus lábios maravilhosos. Não consigo evitar os espasmos que me percorrem enquanto te fodo. Não quero que acabe já.


Liberto-te uma mão, apenas uma, faço-a passar por baixo de ti, até à tua cona. Quero que te masturbes enquanto te faço o que me apetece à muito.


Tiro-o e encosto-o à entrada do teu ânus. Pressiono ligeiramente mas não forço. Quero que sejas tu a enfiar-te nele, à medida que te é confortável. Apesar da tortura que me provoca, não te quero magoar. Queria enterrar-to todo de uma vez, mas espero que sejas tu a fazê-lo. Os teus movimentos provocam a entrada da cabeça. A partir daqui é só ir com calma. Soltas um pequeno guincho enquanto ele vai entrando todo. O contacto do teu cuzinho na minha pélvis e alucinante.


Masturbas-te cada vez mais energicamente enquanto o meu caralho entra e sai, já com facilidade. Estás-te quase a vir, eu também.


Libertamos em simultâneo a tensão acumulada ao longo do processo. Quase me esmagas o caralho quando te vens. É impossível porque ele está duríssimo e descarrega em ti tudo o que, hà muito tempo, tinha vontade de te dar.


Liberto-te finalmente. Viras-te para mim. Beijo-te os olhos depois de te tirar a venda…


- Queres trocar?


"Escrito em Out/06"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vem cá... (Apeteceu-me republicar isto)




Ajoelha-te.


Deita a cabeça no meu colo. Roça a face no alto que a tesão forma nas minhas calças.

Desaperta-as. Tira-o para fora. Está esfomeado de ti, dos teus beijos, da tua boca a envolvê-lo, a chupá-lo.

Não te vou vendar. Peço-te apenas para não olhares para trás independentemente do que acontecer. És capaz? Se fizeres batota não terás todo o gozo que te quero proporcionar. Concordas. Sabes que eu vou estar com atenção.

Continuas a chupar-me. Concentras-te nisso para não cederes à tentação. Já sentiste outra presença na sala. Ele tem o cuidado de não se colocar no teu campo de visão. Se quiseres saber quem é terás que olhar para trás e quebrar o nosso trato.

Ele está a observar a forma como te ofereces, como te expôes, enquanto me chupas.

Uma breve troca de olhares e sentes pela primeira vez o seu contacto. A sua lingua ao longo do teu calcanhar pela perna acima. Não era isso que esperavas? Paciência, assim tem mais graça. O inesperado...


Um liquido tépido é derramado no rio que se forma ao longo das tuas costas. Dou-te uma pequena ajuda segurando-te a cabeça para que não olhes instintivamente. é a primeira e última vez que o faço.

A lingua desconhecida que desce ao longo das tuas costas sorvendo o liquido derramado faz com que, por momentos pares de me chupar para logo recomeçares. Estremeces quando ela penetra no rego desse cuzinho maravilhoso e a ponta se imiscui gulosamente no anus para logo seguir em frente, com um objectivo defenido.

Continuas a chupar-me enquanto aquela lingua desconhecida percorre todo o teu sexo, sorvendo o mel que segregas. Não percas a concentração no que estás a fazer. Os teus movimentos traem-te.

Ele pára o que está a fazer, coloca-se atrás de ti e brinca com a cabeça na tua vulva, percorrendo terrenos já conhecidos da sua lingua. Fica assim um bocado, aumentando a cada minuto o teu desejo de o sentires invadir-te.


Deixo-te sofrer mais um pouco. Passa-me pela cabeça o desejo que peças. Não o faço para não criar constrangimentos desnecessários. Ainda não estás nessa fase.

Uma troca de olhares e ele começa a entrar em ti. Sentes cada centimetro desse caralho desconhecido a desvendar-te sem o poderes impedir, nem sequer saberes a quem pertence.

Após a penetração completa sucede-se o movimento de vai-vem, até ao fundo de cada vez, enquanto as suas mãos te agarram nas ancas puxando-te para ele quando se enterra em ti, cada vez mais forte, com mais tesão.

A tesão provocada pela cena que disfruto, bem como o prazer que me dás, fazem-me vir de uma forma maravilhosa. O sabor do meu semen excita-te ainda mais.


Vens-te com ele enquanto te seguro na cabeça para não cederes à tentação de olhar no último momento, quando com mais uma troca de olhares lhe "digo" que está na sua altura de sair.

Estás numa espécie de transe, completamente abandonada à situação. Levanto-te, olhas à volta pensativamente... Dele? apenas o fio de semen que te escorre pela perna.

Até à próxima...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Pela boca morre o peixe (2)

A gargalhada generalizou-se naquela mesa. A de ana era nervosa, pelo menos por um momento enquanto prometia a si própria que a vingança não se faria esperar. Apertava-me a mão com toda a força enquanto me olhava nos olhos. Quando afroxou, levei-a aos lábios e, deseducadamente, beijei-a calma e demoradamente, não desviando o olhar. Ela apenas o desviou por momentos para ver a reacção das outras. As parvas do costume, continuavam a rir, o sorriso de Sónia fê-la corar ao olhar-me de novo, altura em que retirou a mão.


Sentei-me e recomecei a conversa com Sónia, que estava a curtir que nem uma parvinha. Ela adora este tipo de situações, desde que não sejam com ela. Tocava-me com o pé por baixo da mesa de cada vez que surpreendia Ana a olhar para mim de esguelha ao mesmo tempo que conversava com as outras duas. a conversa que já tinha "azedado" ligeiramente, era agora mais descontraida e girava à volta do que leva as pessoas a escrever um blog (Não que eu tenha o costume de escutar as conversas alheias...). Vindo de três pessoas que nunca tinham tido nenhum, era, no minimo, interessante. Sónia meteu-se na conversa. aproveitei para vir à porta fumar um cigarro e falar com o porteiro, conhecido de longa data e outros carnavais.


- Posso ser indiscreta?

Afinal não tinha sido o único a quem apetecera vir à rua... A mão dela pousara discretamente na minha cintura, enquanto o peito se encostava às minhas costas.

- És livre de perguntar o que quiseres, tal como eu de responder ou não.

- Qual é a tua relação com a Sónia? Noto uma grande cumplicidade.

- Somos amigos, nada mais. Há vinte anos, daí a cumplicidade. Pensei que ias perguntar outra coisa.

- Posso?

- Já disse que sim.

- As coisas que escreves são verdade, ou é só imaginação?

- Imaginação.

- Costumas mentir com frequência, ou estás só a embirrar comigo?

- Costumas fazer juizos sem conhecer as pessoas ou estavas só a embirrar comigo?

- Convenhamos que não é fácil de acreditar naquilo tudo.

- É imaginação minha.

- Certas coisas não aparecem do nada, mas se não queres responder...

Sentia o mamilo a endurecer através da t-shirt. Virei-me para trás, olhei-o directamente...

- Vamos para dentro. Estás a ficar com frio.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Pela boca morre o peixe


- Hoje contei-lhes do teu blog.



- A quem?



- Às minhas colegas da Pós-Graduação...



- ...



- Não me estás a ligar nenhuma. quem é que vem aqui ter?



- Ok... estava noutra, desculpa.



- Eu conheco-as...



- A Luisa e a Carla sim. a Ana não.



- Vem mais alguém?



- Não. Hoje vais parecer um pastor.



- Eu vim beber um copo contigo. Quanto ao resto...



- Já sei que as "adoras"...



- Não gosto nem desgosto. São um bocado sonsas, só isso. Devem vir ainda mais emproadas.



- Não lhes disse que o Blog é teu.



- Ainda bem.




Continuámos a beber a "poncha" de maracujá que de poncha não tinha nada mas refrescava. A noite precisava disso. Estava quente e a malta na "24 de Julho" não parava de chegar, embora fosse cedo.




Não tenho muita pachorra para grandes confusões. Nunca tive. Sítios onde as pessoas têem que gritar para o vizinho do lado as ouvir sempre me fizeram "urticária". Felizmente o sitio onde iamos tem uma esplanada cá fora. Ficaria calmamente a beber um copo enquanto quem quisesse ia abanar o rabo. Embora quando me apetece também o faça, não gosto de me sentir "obrigado". quem vai, vai, quem está, está.




Sónia é minha amiga e "cumplice" há mais de vinte anos. Conhece perfeitamente a minha opinião a esse respeito e a muitos outros. A ideia era termos uma noite descontraida e acabá-la juntos. Ou não... com as colegas que eu conheço era pouco provável. Com a outra logo se via. Ela também não faz cerimónia se algo lhe interessar.




Senti alguma curiosidade pelo facto de ela lhes ter desvendado o meu blog, o da altura, que andava na "berra". Era fundamentalmente uma compilação de factos de boa memória onde ela também entrava. De certeza que esse pormenor não tinha ela revelado.




Embora não tenha grande quimica com elas, a amizade com Sónia sempre foi uma ponte para alguma confiança pelo que falávamos à vontade. Quando as duas chegaram, a conversa fluiu e, obviamente, foi lá parar. Pelos vistos foi um sucesso. Não paravam de falar no assunto. A coisa complicou quando a Carla, numa tentativa de me provocar me disse:




- Sabes do que estamos a falar?




- Tenho uma ideia...




- Aquele ainda é pior que tu. Dasssse. Devias tentar escrever umas merdas. Não me digas que não tens cenas para contar...




A gargalhada incontida de Sónia e o meu ar de sacana fizeram-na começar a perceber, ainda que devagar, que tinha metido a patinha toda dentro da poça. Corou e ficou a olhar para nós com um sorriso estupido e sacana ao mesmo tempo. Foi salva pela chegada da terceira que eu ainda não conhecia. Ana era muito interessante e fazia questão de dar a entender que sabia disso, o que a fazia perder parte do interesse mas também podia ser desafiante. Feitas as apresentações fui buscar uma rodada. Quando cheguei à mesa vi a sacanice que lhe estavam a fazer: Tinham puxado o mesmo assunto, que pelos vistos a entusiasmou, sem lhe dizerem quem era o autor. Esperei um pouco antes de me chegar à mesa. Sónia sorria-me pelo canto do olho.




- ... Aquela merda é uma tesão... faço ideia, a maior parte deve ser treta mas deve ter um fundo de verdade. É capaz de ser um bluff, mas que eu gostava de conhecer o cromo, lá isso gostava...




Vou pousando as bebidas calmamente, saboreando a carinha de antecipação das outras.




- Sabe do que é que estamos a falar?




Gostei do ar de provocação superioridade ao mesmo tempo...




- Mais ou menos. Tem a ver com blogs, certo?




- Tem a ver com um blog que descobrimos hoje que é uma coisa...




- Uma coisa como?




- O tipo que o escreve é cá um doido... Tá bem, tá...




Sónia olhava para mim com o ar de "acho que hoje ainda papamos esta". As outras não sabiam onde se haviam de enfiar e eu, ainda por cima, estava a gostar de ouví-la. Até porque a sobranceria estava latente e quanto mais subisse maior era o tombo.




- Porque é que acha que é um bluff?




- Porque há ali coisas que só se vêem nos filmes... quem gosta...




- Você não...




- Não ligo.




- Disse que gostava de o conhecer.




- Não digo que não, mas, mais para confirmar o que acho que por outra coisa.




- Muito prazer...